ABR News retrata o caminho até o atrativo e revela por que ele segue entre os destinos mais encantadores de Minas Gerais

Foto: Anna Luiza Perigo
Santana do Riacho — No Parque Nacional da Serra do Cipó, cada trilha parece guardar um segredo da natureza. Mas é ao fim de uma caminhada de pouco mais de 8 quilômetros, entre campos rupestres e o canto dos pássaros, que um dos mais belos deles se revela: a Cachoeira da Farofa.
Localizada no distrito Serra do Cipó, a queda d’água é um dos pontos mais visitados do parque. Formada por um paredão rochoso e poços de águas “coca-cola”, a Farofa encanta tanto pela queda forte e ao mesmo tempo serena, quanto pela paisagem ao redor, marcada pela vegetação típica do Cerrado. Em dias de sol, o verde vivo das margens contrasta com o azul do céu, criando uma das vistas mais fotogênicas da região.
O caminho até lá começa na portaria Areias, onde os visitantes encontram uma boa estrutura para iniciar a trilha. Estacionamento, banheiros, bebedouros e áreas de descanso estão disponíveis, facilitando a visita tanto de quem prefere ir a pé quanto dos que escolhem o pedal. Logo ao lado da entrada, há também serviço de aluguel de bicicletas — em agosto de 2025, o valor girava em torno de 90 reais por pessoa.
A trilha é plana e bem demarcada, ideal para quem busca um percurso leve, mas recompensador. Ao longo dos 16 quilômetros (ida e volta), há pontos de sombra e água que tornam o trajeto mais agradável, como o Córrego das Pedras, a Lagoa Comprida e o Ribeirão Mascates. São paradas naturais para refrescar o corpo e apreciar a paisagem antes do mergulho final.
Dentro do parque, a vida pulsa em cada detalhe. A Serra do Cipó abriga espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, a onça-parda e o gato-maracajá, protegidos pela Unidade de Conservação.
Entre os animais mais facilmente avistados, a seriema costuma cruzar o caminho dos visitantes de forma elegante e curiosa, mostrando por que é um dos símbolos do Cerrado.
Chegar à Cachoeira da Farofa é mais do que alcançar um destino. É atravessar um cenário que resume a essência da Serra do Cipó: beleza natural, biodiversidade e aquele ritmo mineiro que mistura aventura e contemplação das montanhas.
Ao fim da caminhada, a água batendo nas pedras anuncia o ponto alto da experiência: o banho gelado e revigorante sob uma das quedas mais emblemáticas do parque. Para quem visita o Cipó, a Farofa é parada obrigatória. E, depois do passeio, nada melhor do que encerrar o dia no centro da cidade, onde a comida mineira completa o sabor da viagem.

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